domingo, 30 de dezembro de 2012

Ça existe?






Como ser feliz?
Quantas vezes já nos perguntamos o que é e como ser feliz?
Considerando a diversidade de nossas impressões digitais, a noção ou conceito de felicidade é extremamente individualizada, particular. Freud disse que cada um deve procurar, por si, ser feliz, já denotando que é necessário reconhecer na nossa individualidade, os meios para, tateando, encontrarmos o que nos trará felicidade. Assim, lembramos de Caetano: "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." 
Parece que a maioria das pessoas deposita todos os ovos em uma cesta só... Ou concentram no amor (quero um grande amor) ou no dinheiro (quero a mega-sena da virada) e sempre com metas especiais, sem lembrar que precisam ser felizes aqui e agora, no dia-a-dia, sem depender de outro, de riqueza, da viagem dos sonhos, dos eternos sonhos adiados. Ser feliz ao acordar, ser feliz na rotina, na conduta da vida, no desenvolvimento do trabalho, no encontro com os amigos, no abraço de um amor, nas risadas com os filhos, no sabor da comida gostosa, no apreciar a vida, simples assim...
A propósito do final de mais um ano, colocamos em uma balança imaginária as realizações, as decepções, as promessas, as perdas, os ganhos, os planos. No fundo, parece frustrante ter que admitir que a chegada de um ano novo nada mais é que uma mudança de calendário, pois a mudança da vida, essa se faz a todo momento e perceber nossa trajetória, ajustar nosso caminho, é o segredo para desfrutar de nossa existência.
O cinema é uma fonte inspiradora permanente para quem nela sabe beber. Quantos filmes nos inspiram de modo a iniciar um projeto de vida, nada muito ambicioso, apenas o despertar para algo que nos traga mais contentamento, mais ajuste. Não ajuste em relação aos outros, ajuste no sentido de ser feliz consigo mesmo; conseguir aquela sensação imperceptível a quem nos cerca mas que faz festa em nosso interior. Isso é que importa.
Ao perceber que na vida a felicidade acontece em fragmentos, quando nos extasiamos com algo que  nos emociona, quando 'trocamos' com outro ser humano, passamos a valorizar o que realmente importa e talvez nesse momento, consigamos finalmente responder: Felicidade, quem é você?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Enjoy!


Lendo o almanaque da Saraiva, encontrei um artigo sobre o Ano Novo, onde a autora resumia através da indicação de livros e da opinião de especialistas em diferentes áreas, orientações de como, em resumo, afinal, ser feliz em 2013.
Fórmulas exatas não existem. Cada um de nós tem que garimpar e descobrir "qual é a nossa praia". 
Essa época do ano é propícia para fazermos um balanço. Mais um ano que se vai, mais um ano que ficamos no planeta terra.
Na verdade, ao longo do ano deveríamos estar com as contas em dia de nossa vida emocional. Sempre atentos em verificar "de onde eu vim, pra onde estou indo". Só que com o corre-corre da rotina, mal conseguindo dar conta da agenda, do trabalho, do cuidado com a saúde, das contas, ufa!, quase não conseguimos checar nossas necessidades mais vitais, avaliar nossos bloqueios, o que nos emperra e concorre para dificultar o avanço rumo as nossas conquistas mais pessoais, aquelas que só dizem respeito à nós mesmos, à nosso  mundo interior, conquistas que não são visíveis e algumas vezes até imateriais. Mas são essas conquistas que nos levam ao que mais desejamos: À felicidade. Aproveite o momento, aproveite o dia, aproveite a vida!

Insights

Conhecimento, intuição, introspecção e...compreensão emocional, que é o meu preferido. Esses e alguns outros são significados da palavra insight. Elemento que nós psicoterapeutas nos defrontamos todos os dias. Alguns pequenos, até poderiam ser chamados de pré-insights, como se fossem preparações para o momento único de uma finalização (ou um começo/recomeço) de um fato emocional.
Interessante apreciar na prática clínica que os insights vêm  e são estimulados por diversos fatores, desde a vivência do dia (de hoje), ou por uma lembrança da infância ou pela leitura de um texto ou a letra de uma música. Fantástico as pessoas disporem de todos esses recursos para através da chegada de insights organizarem a vida emocional. Descobrirem caminhos, atalhos, desejos esquecidos, novos desejos, novos rumos. 
Algumas vezes estimulados por alguma frase enfática dita em sessão, a respeito de seu movimento, suas vidas, os pacientes conseguem captar significados que os fazem prosseguir na busca de suas verdades.
O objetivo maior da terapia é implantar formas de auto-conhecimento, muito embora a quase totalidade das pessoas a busquem em situações de dor emocional, sofrimento agudo ou para remissão de sintomas físicos que os incomodam, mudam sua rotina, roubam-lhes a saúde.
Em quase todas as situações terapêuticas, insights haverão de ocorrer. Há que se ter tempo, paciência, dedicação e empenho para que estes ocorram no momento e da maneira que devem.




domingo, 9 de dezembro de 2012

Saudade do Frio

Dezembro chegou. E com ele a vontade de fugir desse calorão. Como se não fosse difícil ficar de expectadora - não no sentido visual, mas no sentido de esperar - tempos melhores virem depois do turbilhão  de problemas que foi 2012 e em especial há dois meses atrás. Mas, como diz o mestre Gil "andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar". É vero! O que seria de nós sem fé. Aquela energia que nos move desde o acordar, ao levantar da cama, até findar o dia depois de "matar" a agenda.
Natal é sempre bom. Lembranças cultivadas com açúcar e com afeto, que atravessaram a infância e certamente chegarão à velhice. Constatar que  mais um ano chega ao fim e que deles fomos sobreviventes nos mais amplos e diversos sentidos é maravilhoso!
Comparações são inevitáveis. Como foi o Natal do ano passado. Brrrrrrrrrrr! Que pena que esse ano não vai ser igual aquele que passou...
Fazer de um limão uma limonada. Sem assumir antes que adoro limão. Esse é o segredo. Perseverar na busca pela realização de nossos desejos, escutar (a nós, aos outros e as mensagens que a vida todos os dias nos oferece), ir em frente, dedicar-se, estudar, amar, correr se for preciso, chorar também, emocionar-se, brindar a vida, abraçar um filho, agradecer, dormir, sonhar...
Se conseguirmos conjugar um desses verbos acima podemos nos considerar privilegiados.  
Sem esquecer: O alarmismo em relação ao (im) provável fim do mundo. Na verdade, seria muito bom se entendêssemos que deveríamos viver intensamente não por conta do fim do mundo e sim por não sabermos até quando o mundo ficará disponível para  nós. Faz sentido. E la nave vá!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Eu e a Minha Sony


Daniel Craig/My name is Bond, James Bond


Adoro ver tv.
Detalhe: Por acaso é na tv! Mas são filmes, seriados, programas de comédia stand up e tudo o que represente de alguma maneira a natureza humana. Só não suporto novelas. Não é por nada, nada contra. (Não deu pra esquecer do nada, nada, nada, nada, rsrsrsrssrs). É porque não combina com meu estilo. Sou irriquieta e a novela exige o acompanhamento do desenrolar da trama.
Hoje consigo manter uma disciplina mais eficaz em relação ao uso da tv. O dia é duro e não posso fazer a vontade de ficar até altas horas assistindo, pois o day after é cruel.
Meus preferidos são os seriados da sony (a propósito, o título deste texto não se refere à essa particularidade, refere-se apenas a marca da minha tv). Seinfeld apesar de ser antigo me diverte muito. Lá estão tipificados todos os personagens da vida real. O distraído, o invejoso, o neurótico (e quem não é?), a ansiosa etc.
Para matar a saudade da língua francesa, acho bons filmes na Eurochannel, um seriado chamado Divorce que retrata as (des)venturas dos casais no rompimento. Inspetor Maigret com seu ar noir, de uma Paris década de 1950 (ainda não me acostumei com essa mudança de não mais dizer década de 40, de 50, de 60...). Telecine Cult e seus maravilhosos filmes antigos, incluindo os 007 com Sean Connery. Falando em 007, Daniel Craig vai ser uma perda e tanto para a franquia. 
Não sou ligada à novas tecnologias, daquelas pessoas que tem que atualizar celular, notebook e outros. Mas, no que se refere à tv, se eu pudesse teria a maior do mercado. Ontem mesmo fiquei, como dizem os gajos, à babar, por uma enoooorme que eu vi. Ah, se eu pudesse e o meu dinheiro desse...

domingo, 18 de novembro de 2012

Auto-Sabotagem



Imagem capa da revista Vida Simples.
                                                    
Tema de inúmeros livros atuais, a auto-sabotagem compara-se aquela erva daninha que corrói uma linda plantação que tinha tudo pra se desenvolver.
Muitas vezes, sem percebermos, agimos de modo a sabotar nossos próprios desejos. Se não fosse negativo, o que sem sombra de dúvida é, seria no mínimo uma postura a ser evitada na vida. 
Conheço pessoas que aparentemente tem uma estrutura que as permite transitar no mundo de maneira mais feliz e não o fazem. São, como chama Maria Teresa Maldonado, pessoas "amarradinhas". Amarradinhas à seus únicos e verdadeiros conceitos e o pior, à seus pré-conceitos (escrito assim mesmo, à suas pré-noções de tudo. 
Outra "categoria" deposita nas mãos dos outros sua felicidade. Saem da auto-sabotagem para a sabotagem. Deixam que alguém os manipule, os ataque (de forma velada e silenciosa) e assim vão vivendo. Um dia sabemos que "a casa cai" e é bom que isso aconteça enquanto essas pessoas ainda tem tempo e "gás" para lutar. Conscientes da situação, é possível que comecem uma empreitada de mudança na qual vão se deparar  primeiramente com suas próprias resistências (parece que nós nos acostumamos com o outro tirano). Qualquer maneira de amor vale a pena, já disse o Caetano. E principalmente o amor à si mesmo. Portanto, atentos à nosso movimento e ao movimento dos "do contra".

De novo novamente

Tom Hanks em Náufrago
Haja tempo...
Sempre gostei de escrever. Além de achar nossa língua maravilhosa, pela riqueza do vocabulário, expressões únicas e tudo o mais, descobri faz algum tempo que escrever é terapêutico. Para quem escreve e possivelmente para quem lê. Dadas as identificações, as semelhanças com o momento.
Talvez seja assim que pessoas em condições extremamente adversas suportam. Seja em uma prisão, em um leito de hospital quando nosso corpo nos permite pegar em uma caneta ou dedilhar um teclado, náufrago em uma ilha fazendo garatujas na areia ou em uma pedra (essa foi dura não, Chuck Noland). 
Circunstâncias à parte, vou fazer um esforço para retornar à essa rotina. Escrever mais, escrever muito, escrever sempre. Assim será. Hasta la vista, baby!